APRENDENDO SOBRE OS PASTORES E OS DIÁCONOS .



ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
SUBSÍDIO LIÇÃO 4 - CLASSE ADULTOS
TEMA: “PASTORES E DIÁCONOS”

INTRODUÇÃO
3º capítulo de I Timóteo, 4º lição do trimestre! Não percamos o foco: estamos diante de uma proposta de reflexão, de avaliação da realidade da nossa igreja a partir da lembrança e da apreciação de valores, de princípios que sempre nortearam a Igreja (no sentido universal) e as igrejas (no âmbito local).
Nesta lição apreciaremos o trecho da carta de Paulo a Timóteo dedicado à exortações destinadas, especificamente, aos líderes. E não apenas aos líderes da igreja de Éfeso. Não nos enganemos: os princípios, os valores ditados por Paulo como pré-requisitos fundamentais para se admitir uma pessoa como líder de uma igreja valem, sem exceção e sem relativizações, para os nossos dias; são todos pré-requisitos baseados em valores, princípios, essencialmente, divinos, integralmente correspondentes ao caráter de Deus, ao Evangelho de Cristo. Portanto, diferentemente de algumas recomendações destinadas às mulheres (tema da lição passada), as recomendações destinadas aos líderes (pastores, bispos, presbíteros, diáconos) são atemporais, válidas para qualquer tempo, nacionalidade, cultura e circunstância.
E, como sempre brilhante, Paulo justificou sua lista de pré-requisitos: “para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (I Tm 3.15). E para ficar ainda mais claro a importância de se atender a estes pré-requisitos, voltemos a Atos 20.26-31, quando Paulo, falando aos anciãos da igreja de Éfeso, justificou:

26. “Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos.
27. Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.
28. Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que Ele resgatou com seu próprio sangue!
29. Porque eu sei isto: que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não.pouparão.ao.rebanho;
30. E que dentre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas para atraírem os.discípulos.após.si.
31. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante 3 anos não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós”.
Assim, concluímos desde já que atender a estes pré-requisitos, estar de acordo com estes princípios é demonstração de cuidado com as ovelhas do rebanho de Cristo. E isso é coisa tão séria, de tão grande responsabilidade que Paulo afirma ter se dedicado “com lágrimas” durante 3 anos para fazer aqueles líderes se darem conta de suas responsabilidades.

I – QUEM DESEJA O EPISCOPADO
Episcopado tem o mesmo significado de pastorado e abrange toda a organização eclesiástica, os cargos administrativos da igreja. O termo “bispo”, palavra de origem grega, derivada de “epíscopos”, é menos utilizado entre os protestantes desde a Reforma promovida por Martinho Lutero devido à sua histórica identificação com a igreja católica. Só mais recentemente, igrejas neopentecostais passaram a utilizar o termo (IURD  [Bispo Edir Macedo], Mundial [Bispo Waldomiro Santiago], Renascer [Bispo Hernandes e Bispa Sônia], entre outras).
1.”Excelente obra deseja” – Se sabemos que o papel de quem faz parte do episcopado é, conforme explicou Paulo, “apascentar a igreja de Deus que Ele resgatou com Seu sangue” (At 20.28), entendemos facilmente porque se trata de uma “excelente obra”.
Mas é fundamental que quem deseja esta obra, compreenda a sua importância, o seu significado. Repetindo: “apascentar a igreja de Deus que Ele resgatou com Seu sangue”. E para ampliarmos ainda mais nossa visão sobre a responsabilidade desta “excelente obra”, proponho a seguinte consideração:
O Evangelho de Jesus mais a atuação do Espírito Santo provocam uma transformação radical em todo pecador; uma transformação que promove “renovação do entendimento” (Rm 12.2) e mudanças de atitudes, de costumes. Transformadas, as pessoas passam a frequentar a igreja, esta “coluna  e firmeza da Verdade” (I Tm 3.15), a fim de conseguirem viver em comunhão social e espiritual com os demais, experimentando aqui na Terra os princípios do Reino dos Céus, visando a Salvação Eterna. Os integrantes do episcopado da igreja são, assim, os responsáveis por cuidar dessa reunião de pessoas.
Assim, uma reflexão se faz inevitável: pode haver cargo, função, responsabilidade mais importante que essa?
Apesar de toda clareza de nossas referências bíblicas, não são poucos os que não se dão conta da relevância deste ministério e decidem assumir tais cargos muito mais por vaidade ou pelos benefícios financeiros. Um bom exemplo de como a obra de Deus pode ser feita só por egoísmo foi relatado por Paulo em Filipenses 1.12-17; quando de sua prisão, muitos passaram a pregar o Evangelho por inveja, porfia e contenda. Imaginem, quantos são os que o fazem apenas por outras motivações nada mais nobres!?
2. A chamada – Reparem neste detalhe: apesar de todos os pré-requisitos listados por Paulo, atênde-los ainda não era tudo. Além de uma conduta social exemplar, era e é essencial que o integrante do episcopado seja chamado, escolhido por Deus. E mais: não basta ser inteligente, ser culto, ter diplomas, ser descolado, ser carismático, muito menos ter dinheiro; é, essencial, ser escolhido por Deus. Caso contrário, por mais boa vontade que se tenha, não passa de vaidade. Noé (Gn 6.8 e 17), Abraão (Gn 12.1-3), Jacó (Gn 25.23), Moisés, Davi, Jeremias, João Batista,

3. O preparo – Alguém sabe dizer onde está escrito na Bíblia que “Deus não escolhe os capacitados  mas capacita os escolhidos”? Teeeeempooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não! Este não é um versículo da Bíblia. Isso não está escrito na Bíblia. No entanto, é uma frase costumeiramente utilizada para justificar a falta de capacitação de obreiros, inclusive pastores e diáconos.
Ok! Não está escrito na Bíblia mas é uma verdade comprovada por fatos, por exemplos como os de Moisés, de Gideão, de Davi, entre outros. Disso não há dúvidas. Mas é preciso ter sempre o cuidado de não fazer disso uma muleta para se apoiar como desculpa para a preguiça intelectual, como desculpa para o desinteresse pelo estudo, como desculpa pelo desprezo pelo conhecimento.
Outra pergunta: alguém sabe dizer onde está escrito na Bíblia, “a letra mata”? Teeeeempoooo!! Bem...talvez, a pessoa não saiba dizer onde está escrito mas, está escrito.
II Co 3.6. Este é um trecho de um versículo (II Co 3.6) também muito utilizado por pessoas que, a fim de justificar seu apreço pela ignorância, o utiliza equivocadamente, desconsiderando o contexto e o até, mesmo, o sentido literal. (Você professor sabe explicar o uso e o sentido deste termo para seus alunos, em caso de dúvida?)
E claro: o preparo não se resume ao conhecimento do conteúdo bíblico. Dele faz parte o conhecimento do mundo em que estamos inseridos; dos aspectos sociais, políticos, econômicos...aspectos culturais, em geral. E algo fundamental a ser considerado: somos contemporâneos de um tempo denominado Pós-Moderno caracterizado, essencialmente, por diversas, rápidas e constantes transformações, mudanças de linguagem, de valores, de comportamento, de métodos e meios de comunicação e, consequentemente, de leis. Assim, nossa condição de preparados, exige um exercício contínuo de assimilação, adaptação a novos conceitos. Só assim um pastor, um presbítero, um diácono conseguirá apascentar, cuidar bem do rebanho de Cristo sempre renovado e ampliado por novas ovelhas.

III – QUALIFICAÇÕES E ATRIBUIÇÕES DOS PASTORES E DIÁCONOS (3.1-13)
  1. Atribuições dos pastores (v.1-7) – Quantas vezes você já disse ou ouviu alguém dizer, ou mesmo escrever como frase-de-efeito numa rede social, que “só Deus pode me julgar” ou ainda “não aceite críticas de quem não conhece suas lutas”?

    Frases como estas podem até ajudar a amenizar os efeitos de críticas dos outros, mas, com certeza não é um princípio de sabedoria, especialmente para líderes nas igrejas. Ter a integridade moral e espiritual reconhecidas, ter uma conduta social ilibada é, sim, fundamental. Claro que sempre haverá os caluniadores, os difamadores, os injuriadores, os mal resolvidos, os sabichões que não ajudam em nada mas criticam tudo...caluniadores de todos os níveis e espécies, mas estes devem ser vistos como parte do processo, como permissão de Deus para prova e fortalecimento da fé. Mas nem estes são justificativas prse preocupar com em colocar em prática os bons princípios.

  1. Qualificações espirituais e ministeriais – O “subsídio bibliográfico” do tópico traz o conceito, a explicação das 15 qualificações, dos 15 pré-requisitos listados por Paulo que devem ser atendidos pelos aspirantes ao episcopado. Tratemos aqui especificamente dos pré-requisitos espirituais e ministeriais:

    a. apto para ensinar – alguma dúvida quanto à importância desta habilidade? Acredito  que não.

b. ter bom testemunho diante dos que estão de fora – o mal testemunho, a má fama de um líder da igreja é escândalo e sobre isso Jesus foi muito claro e intransigente: “Ai do mundo por causa dos escândalos! Porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! Portanto, se tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o e atire-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. E se teu olho te escandalizar, arranca-o e atire-o para longe de ti. Melhor te é entrar na vida com um olho só do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno” (Mt 18.7-9) ou ainda “Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma pedra de moinho e fosse lançado ao mar do que fazer tropeçar um destes pequenos” (Lc 17.2).

c. não neófito, inexperiente – Pela justificativa (“para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo”), muito além de novo de idade ou novo de conversão ao Cristianismo, Paulo exorta a não ser bobo, inocente. O mesmo sentido da exortação de Jesus aos discípulos quando os designou para as primeiras missões:“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos. Portanto, sede astutos como as serpentes e inofensivos como as pombas” (Mt 10.16). (Algumas versões, utilizam o termo “prudentes” ao invés de “astutos”).

  1. Qualificações familiares – O autor da revista define como “vida conjugal saudável” ser “marido de uma só mulher” (I Tm 3.2). Paulo reprovava, sim, o adúltero mas, direcionado à Éfeso, aqui ele falava especialmente contra os  poligâmicos (casados com mais de uma mulher). Compreendendo o contexto histórico: a poligamia, praticada em diversas culturas, era praticada em Éfeso por uma motivação específica. Essa motivação era a doutrina dos nicolaístas, seguidores da seita criada pelo herege Nicolau que defendia a poligamia. (Nicolau foi um dos 7 diáconos escolhidos pelos discípulos a fim de melhorar a estrutura a eficiência da igreja após reclamações dos gregos – At 6.5). Os nicolaístas são citados, reprovados por Deus, em Apocalipse 2.15.

Porque se alguém não sabe governar  a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?” (I Tm 3.5). Melhor justificativa impossível para a importância destas qualificações.
Afinal, é no âmbito familiar que primeiramente o homem exercita o dom, a responsabilidade lhe dada por Deus: ser mordomo, administrador, autoridade. É no âmbito familiar que o homem estabelece seus primeiros laços afetivos, que tem sua capacidade intelectual, sua inteligência emocional, sua paciência, sua temperança, sua capacidade de domínio próprio, sua capacidade de compreender o outro e agir de acordo com as necessidades de seus dependentes. Se nesta experiência ele não é bem sucedido por que acreditar que pode ser entre pessoas que ele exerce menos autoridade e tem menos afinidade?

Aqui uma reflexão se faz necessária: vivemos num época em que os pais têm muito menos controle sobre os filhos, onde a independência e, mesmo, a desobediência dos filhos são incentivadas desde criança. O ambiente cultural é completamente diferente e absolutamente desfavorável à autoridade do pai. Isso não significa que os pais pastores, presbíteros, diáconos de hoje não têm responsabilidade pelas atitudes dos filhos; não significa que os pais não têm nenhuma influência na decisão de um filho não ser cristão, se desviar, não frequentar uma igreja. Mas é inegável que é preciso ter (e isso tem sido considerado)uma flexibilidade maior, especialmente, neste fator quando da avaliação de um aspirante ao diaconato, ao presbitério, ao pastorado. Um filho não cristão ou desviado, especialmente em nosso tempo, não pode, necessariamente, ser empecilho para o ministério de ninguém.

Qualificações morais – Percebam que todas estas qualificações, todos estes pré-requisito estão de pleno acordo com os princípios de Deus. Toda a Escritura Sagrada, toda a Bíblia, toda a história da relação de Deus com o homem estão diretamente relacionados com essas virtudes: honestidade, sinceridade, veracidade, hospitalidade, cordialidade, domínio próprio, mansidão, modéstia, humildade, pacífico. Líderes sem essas virtudes não apascentam o rebanho de Cristo com a excelência necessária.

Alguém pode até cantar “sou humano não consigo ser  perfeito” mas Jesus encerrou seu histórico Sermão da Montanha com essa chamada: “Sede vós perfeitos como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5.48).

III – O DIACONATO
  1. Os diáconos – A palavra “diácono” é derivada da grega diakonos que pode ser traduzida por “atendente”, “servente” ou, como de acordo com o texto da revista, “aquele que serve”.  Palavras similares como diakonia (ministério de diaconato) e diakoneo  (servir ou ministrar) também são encontradas na Septuaginta.
Apesar de seu significado literal, o diácono não é o único com responsabilidade de ser servidor na igreja. Este papel é de todos que trabalham (servem) na obra do Senhor, seja porteiro, zeladora, cozinheiro, instrumentista. Mas os diáconos têm funções específicas mais relacionadas a necessidades materiais, físicas e logísticas da igreja, mesmo tendo condições de pregar a Palavra.

  1. Chamados para servir – Aproveitando a Santa Ceia Regional desta semana, vamos falar do papel do diácono neste culto, para melhor compreensão geral deste ministério. De acordo com “Manual do Diácono da Assembleia de Deus”:
. o diácono tem uma participação essencial na Santa Ceia pois é o mesmo que tem honra de servir o pão e o suco de uva para os membros presentes. O diácono tem participação antes, durante e após a Santa Ceia do Senhor. Vejamos:
Antes da celebração: arrumar a mesa, encher as taças, preparar o pão e o suco de uva  e preparar a mesa da Santa Ceia do Senhor.
Durante a celebração: Se posicionar em ordem, um ao lado do outro, na nave da igreja, frente ao púlpito, esperando receber das mãos do celebrante, ou a quem o mesmo designar, as bandejas. Recebendo, vai para o último lugar da fila dando lugar papa o próximo da vez. Esperar a ordem do celebrante e, então, começar servindo o pão e depois o vinho, dizendo as seguintes palavras:
O pão: “Tomai e comei! Isto é o meu corpo partido por vós. Fazei isto em memória de mim”.
O vinho: “Disse Jesus: ‘Este cálice é o novo testamento do meu sangue. Fazei isto todas as vezes que beberdes em memória de mim!’”.
Após a celebração: Cabe ao diácono a responsabilidade de tirar a mesa, lavando e guardando todas as peças e separando a ceia para levar para os enfermos que não puderam estar no Templo.
  1. Qualificações – Mesmo não sendo pastor ou presbítero, os diáconos precisam ter sua integridade moral e espiritual reconhecidas. Afinal, as funções podem ser diferentes dos pastores, dos bispos, dos presbíteros mas são as mesmas as responsabilidades de ser um apascentador do rebanho resgatado pelo sangue de Jesus e de sofrer as consequências em caso de provocador de escândalos.

IV – SERVIÇO – RAZÃO DE SER DO MINISTÉRIO
No final das contas, a despeito de tudo que vivemos, estamos todos inseridos num processo que tem por objetivo a conquista da Salvação, a nossa redenção pessoal e a redenção da humanidade, de maneira geral. Desde o pecado de Adão e Eva, independentemente dos prazeres e das dores que experimentamos nesta Terra, tudo converge para o fim que será a definição do destino de cada pessoa: Salvação ou da Condenação Eterna. Assim,  nosso tempo, nossa força física, nossa inteligência, nossos serviços dedicados à igreja visa o cuidado com o rebanho resgatado com o sangue de Cristo e, por fim, a nossa Salvação. Isso é prestação de serviço em prol do Reino dos Céus. Qualquer outra razão, qualquer outra motivação para um pastor ou para um diácono é pura tolice.

  1. O exemplo do Mestre – Jesus, também, foi inserido, por Deus, neste processo. Seu nascimento, sua vida, seu ministério, sua morte ( como homem), sua ressurreição e sua assunção ao céu foi o Plano Perfeito de Deus para a Redenção da Humanidade. Como extensão de Deus e como HOMEM PERFEITO, Ele não teve dificuldade para compreender Seu papel neste Plano, neste processo. Por isso serviu com excelência, com perfeição.

  1. O exemplo de Paulo – Não há segredo para a compreensão da fidelidade, da dedicação, do comprometimento, do cuidado, da honestidade, da coragem, da ousadia empenhadas por Paulo na obra de Deus. A resposta? Paulo era imitador de Jesus. E essa “receita” de sucesso, “sede meus imitadores como, também, eu de Cristo”, ele deu algumas vezes: I Co 4.16, I Co 11.1, Ef 5.1, Fp 3.17, II Ts 3.19.

  1. O exemplo de Timóteo – Aqui compreendemos perfeitamente um dos aspectos da relevância do trabalho de líderes, sejam pastores, bispos, reverendos, presbíteros ou diáconos. Jesus é a referência. Referência pra tudo. Seus ensinamentos, seu exemplo abrange todos os aspectos da vida pessoal, social e ministerial. Ele foi perfeito. Paulo foi seu...imitador. Paulo foi o tutor, o guia espiritual, o pai na fé de Timóteo. Logo, Timóteo foi um... ”pastor exemplar que demonstrou ter um caráter imaculado” que “cuidou da igreja com zelo e não teve medo de se opor aos falsos mestres”.

CONCLUSÃO

É isso! Não tem dificuldade de se compreender a importância do ministério, a importância de se ter compromisso com os princípios de Deus, o porquê de Paulo ter se dedicado com lágrimas durante 3 anos pela igreja de Éfeso, e a importância desta lição para o nosso crescimento e fortalecimento como membros do Corpo de Cristo, como Igreja.

Deus vos abençoe!!!
Superintendência Escola Bíblica Dominical
Daniel Reiner (31) 7365-2005 /// e-mail: reinerfreitas@hotmail.com


EXISTEM PESSOAS QUE SÓ SE REALIZAM PREJUDICANDO OUTRAS PESSOAS. 


“ORAÇÃO E RECOMENDAÇÃO ÀS MULHERES CRISTÃS


ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
SUBSÍDIO LIÇÃO 3, 3º TRIMESTRE
TEMA: “ORAÇÃO E RECOMENDAÇÃO ÀS MULHERES CRISTÃS”


INTRODUÇÃO:
Professores (as), primeiramente asseguremos que todos(as) compreenderam o título da lição. Excepcionalmente, nesta aula trataremos de 2 temas distintos: “Oração” é um e “Recomendação às mulheres cristãs” o outro.  Acredito ser pertinente essa observação; algumas pessoas estão lendo o título como se tratasse de um único assunto, como se a “oração” fosse destinada às mulheres, como se fôssemos tratar da necessidade ou da maneira de se orar pelas mulheres.
Não! Estaremos nos dedicando aos dois assuntos do capítulo 2 da 1º carta de Paulo a Timóteo. Do versículo 1 ao 8, ele fez recomendações quanto à necessidade da oração e do versículo 9 ao 15, Paulo faz recomendações às mulheres de Éfeso.
Mas por que Paulo fez estas recomendações?
Com certeza, a maioria dos alunos da classe compreendem e sabem justificar, sem dificuldades, a importância da oração, independentemente,  da época e das circunstâncias. Mesmo a recomendação de se orar por todos, inclusive inimigos.
O que costuma causar discussões, polêmicas são as recomendações destinadas às mulheres; assunto que será tratado na segunda parte da lição.
Independentemente dos possíveis questionamentos e das prováveis polêmicas posteriores, precisamos, antes, lembrar e/ou esclarecer o porquê de Paulo tratar de tantos assuntos relacionados à Igreja. Lembremos que Paulo escreveu suas cartas (ou livros, ou epístolas como costumamos dizer) a, no máximo, 3 décadas depois da morte, ressurreição e assunção de Jesus. Portanto, era um tempo de início, de estruturação das igrejas. Assim, tudo que dizia respeito à ordem, organização, dogmas, doutrinas, costumes, liturgia ainda estava em fase de ajustes. Como aprendemos na lição passada, todas aquelas regiões onde Evangelho começava a ser pregado, sofria enorme influência do helenismo, do gnosticismo, do judaísmo e outras vãs doutrinas e filosofias. Assim, se fazia necessário o esclarecimento sobre os mais diversos assuntos relacionados ao comportamento dos cristãos e, portanto, organização da igreja.
É neste contexto que Paulo, com conhecimento, sabedoria e autoridade dadas por Deus, se envolvia diretamente em todos os assuntos relacionados a cristãos e igreja como um todo.

I – ORAÇÃO POR TODOS OS HOMENS
Basicamente, podemos compreender “oração” como o ato de se comunicar com Deus. A cada vez que buscamos comunicação com Deus, podemos ter uma motivação diferente; seja louvar, agradecer, interceder por sua própria vida ou a vida de outro. São destas diferenças de motivações, necessidade ou objetivos que o presente tópico trata de esclarecer ou, mais especificamente, de conceitua-las.
Neste tópico podemos ir além dos significados dos termos e lembrarmos algumas referências bíblicas para a importância, necessidade e consequências da oração, seus diversos propósitos, especialmente, a vida do outro.
_ JESUS orou por Ele mesmo, pelos discípulos e por todos que viriam a crer nELe (Jo 17).
_ Tiago, o irmão de Jesus, dedicou as últimas palavras de seu livro à exortações quanto à importância da oração. Vale muito a leitura de Tiago 5.13-20.
Melhor exemplo: _ Jó, sofrendo todas aquelas aflições, teve sua sorte mudada por Deus justamente quando orava por seus amigos (Jó 42.10). Este é um excelente exemplo para compreendermos a importância de orarmos pelos outros. Quem sofria era Jó. Quem precisava de ajuda era Jó. Os três amigos, durante o tempo de aflição de Jó, lançaram palavras contra ele que desagradaram a Deus (Jó 42.7).

II – A SALVAÇÃO DE TODOS
  1. “Que todos se salvem” (v.4) – Eis a justificativa de Paulo para a recomendação de se orar por todos os homens! Aprendemos com Jesus que o resumo da Lei é “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. E não pode haver maior prova de amor (de um amor sadio; não doentio, carente, romantizado) que se interessar, desejar a Salvação das pessoas, inclusive pessoas com quem não temos afinidade ou pessoas que se comportam como nossos inimigos.
Professor(a), é fundamental ser enfatizado: Oração, comunicação com Deus em prol da vida de outras pessoas é fundamental para exercício, molde, prova de nosso caráter cristão, fundamental para o fortalecimento espiritual de quem recebe oração, fundamental para o fortalecimento da igreja e, como Paulo exortou, fundamental, inclusive, para o bem social.
Em I Tm 2.2, lemos sua justificativa para a oração pelos reis e demais eminentes: “para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade”. E nós, temos orado pelos nossos prefeitos, vereadores, deputados, governador, senadores, juízes, delegados e presidente? Ou temos apenas assumido um ativismo político, desabafado nas redes sociais, participado de manifestações? Ou nem uma coisa nem outra?
Oração, intercessão pela nação é um princípio bíblico, constatado, provado por alguns países. A Colômbia é um ótimo exemplo disso. Procure conhecer os testemunhos de cristãos colombianos e a transformação que Deus promoveu naquele país após a conscientização da importância da oração, da intercessão pela nossa nação. Obviamente, não alcançaremos um patamar de perfeição em nenhum caso. As profecias continuarão se cumprindo e a apostasia, a maldade só aumentará. Mas isso não contradiz em nada nossa perspectiva. Deus tem bênçãos especiais para seus fiéis. E ninguém pode negar que o nosso contexto exige toda nossa dedicação em orações, intercessões pelos nossos líderes e, diretamente, pelo nosso país.

  1. Um árduo trabalho missionário -  O “ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura” é responsabilidade de todo(a) cristã(o). Não só dos pastores, como dar a entender o texto da revista. Claro que a carta de Paulo a qual estamos dedicados nesta lição, foi direcionada para o líder, para o pastor Timóteo, mas, faz referências a todas as ovelhas.
Assim, vale a ênfase na dificuldade de se levar a Palavra, de se evangelizar, de se praticar o “Ide”, de ganhar almas. Realmente, não era nada fácil para Paulo, Timóteo e todos os primeiros cristãos que sofriam perseguições, ameaças, eram presos e mortos. O Evangelho, com sua base na figura do Filho de Deus que se fez homem, morreu e ressuscitou era um escândalo naquelas regiões alcançadas por Paulo e os demais apóstolos (como era para o mundo todo). Mas, ao invés de serem apenas ridicularizados ou ignorados, eles eram perseguidos e mortos; isso porque, por onde chegavam, conquistavam seguidores, o que causava alvoroço nos líderes políticos e religiosos das determinadas regiões.
Atualmente, milhares de cristãos passam pelas mesmas aflições de Paulo, sendo perseguidos, ameaçados, presos e mortos em países dominados por comunistas e mulçumanos.
Além destes inimigos declarados do Evangelho e diretamente de Deus, outros inimigos mais sutis têm intimidado cristãos nos últimos tempos. São  ideologias propagadas em todos os possíveis meios e veículos de comunicação que com a força atuante de seus adeptos tem promovida verdadeiras revoluções na sociedade, através da transformação, substituição de antigos valores. Entre esses valores, a noção de “normalidade” para a sexualidade e, consequentemente, do conceito de família e da liberdade religiosa.
Todos esses inimigos precisam ser enfrentados com conhecimento e discernimento para os confrontos teóricos, para estarmos, realmente, preparados para evangelizar, para aplicar a Palavra de Deus contra as justificativas utilizadas para a adesão de princípios contrários aos de Deus. Especialmente, nós brasileiros que ainda não somos impedidos de pregar o Evangelho, devemos ter nosso trabalho como árduo também pela obrigação, pela necessidade de nos prepararam os para “combater o bom combate” com métodos e estratégias eficientes. Pra isso, é fundamental, nos dedicarmos ao conhecimento tanto da Palavra de Deus como das ideologias, dos princípios que norteiam o pensamento e o comportamento de todo tipo de não-convertido.

  1. A melhor recompensa – Mais uma vez, o autor da revista direciona o assunto para os líderes. Aqui não cabe nenhuma defesa dos líderes, pastores das igrejas, até porque, como já ficou claro (espero) a proposta da lição é, mesmo, chamar a atenção de líderes e pastores para a aplicação dos valores cristãos. Mas, em contra-partida, não podemos nos eximir das responsabilidades que assumimos quando nos denominamos cristãos.
Se temos todos responsabilidades, temos todos direito às recompensas. É claro que quando falamos da obra de Deus, logo lembramos das dificuldades, dos dissabores, das aflições, das lutas. Mas isto, além de não pode ser motivo para nosso desânimo, deve ser motivo para nosso fortalecimento, para nossa alegria. Sem demagogia e sem falsa espiritualidade.
Se entendemos bem o que é ser cristão, se entendemos bem o porquê de Jesus ter morrido na cruz, se entendemos bem o porquê da Justiça de Deus de levar uns à Condenação Eterna e outros à Salvação Eterna, não temos dificuldades de compreender que nossa missão é muito prazerosa. Porque enfrentamos, mesmo, um mundo que em toda sua estrutura política e cultural “jaz no maligno”. Mas enquanto estamos aqui na Terra, continuamos sujeitos a dores físicas, a dificuldades emocionais e psíquicas e, portanto, a sofrimentos. Mas, como eu dizia, se entendemos bem o sentido desta vida e o que nos espera no Céu, enfrentamos todas as adversidades com considerável dose de prazer.

  1. Fim do primeiro assunto: Professores(as), chegamos assim ao fim do primeiro assunto da lição. O ideal é que ninguém saia com a impressão de que um assunto é mais importante que o outro. Portanto, encerre enfatize, nesta altura da aula, a importância e a motivação da oração pelos outros. Eu voltaria a este ponto:

“Que todos se salvem” (v.4) – Eis a justificativa de Paulo para a recomendação de se orar por todos os homens! Aprendemos com Jesus que o resumo da Lei é “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. E não pode haver maior prova de amor (de um amor sadio; não doentio, carente, romantizado) que se interessar, desejar a Salvação das pessoas, inclusive pessoas com quem não temos afinidade ou pessoas que se comportam como nossos inimigos.




Escola Bíblica Dominical
Daniel Reiner (31) 7365-2005

"JESUS E O DINHEIRO"


ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
SUBSÍDIO LIÇÃO 10
TEMA: "JESUS E O DINHEIRO"


Alguns pontos fundamentais para melhor compreensão da lição:


1. O título se refere a "dinheiro" mas a proposta é mais abrangente; trataremos, portanto, de bens materiais.

2. Jesus nunca exigiu e não exige voto de pobreza.

3. Jesus não veio só para os pobres e ter dinheiro e ser rico não é condição determinante para Condenação Eterna.

 Sim, Jesus veio ao mundo, também, com o objetivo de evangelizar os pobres (Lc 4.18); seja pobre de espírito ou pobre de bens materiais. Jesus veio para todos e que fique claro (se é que ainda é necessário): ninguém tem lugar garantido no céu por ser pobre. Se assim fosse, bastava a todos abrir mão de todos os seus bens materiais para alcançar a Salvação.

 É claro que aprendemos no relato do dialogo de Jesus com o jovem rico e na sequência com os discípulos (Lc 18.18-30) que é certa a recompensa no céu para quem abre mão de dinheiro, riqueza, bens materiais para dedicar sua vida às coisas de Deus. Mas não nos esqueçamos do que é, do que significa dedicar a vida à obra, às coisas do Reino dos Céus; isso não se concretiza com apenas uma declaração pública, com uma admissão verbal ou escrita. É fundamental nos tornarmos discípulos, ou seja, imitadores de Jesus. E imitar Jesus representa uma série de renúncias a partir de um primeiro passo que pode ser o desapego à riqueza.

 Do mesmo episódio do dialogo de Jesus com o homem rico, conhecemos a famosa frase de Jesus, "é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus" (Lc 18.25). Curiosamente, ainda dentro do Evangelho de Lucas, logo no capítulo seguinte (19) há o relato da conversão do publicano Zaqueu; um homem, provavelmente, de uma condição financeira inferior ao jovem rico, mas rico o suficiente para ser enquadrado na definição de Jesus sobre a dificuldade da salvação de um rico. No entanto, constatamos nestes dois episódios que a Salvação dos ricos não é dificultada por Deus; é dificultada pelo seus apegos excessivos ao dinheiro, às suas riquezas.

4. Jesus não promoveu luta de classes entre ricos e pobres, como os aproveitadores marxistas/socialistas/comunistas apregoam por aí.

O dinheiro e a injustiça social - Quando Deus criou o homem, Ele não estabeleceu que uns seriam mais ricos que os outros. Ao longo da história, essa diferença foi sendo estabelecida pelo conquista de terras através de disputas pessoais e familiares. Após a possessão de terras, foram sendo estabelecidas relações de posse entre pessoas: senhores, donos x servos, escravos. Com o decorrer dos séculos, as relações de posse foram sendo substituídas pelas relações de trabalho. Ao invés de termos donos de pessoas, hoje temos donos de meios de produção que pagam salários para trabalhadores. Em ambas as modalidade de relacionamento, em qualquer época, as diferenças sociais caracterizadas pela diferença de quantidade de dinheiro e bens foram e são estabelecidas e mantidas. Com esta diferença estabelecida, alguns tinham (e têm) muito enquanto outros têm pouco ou nada.

Qual a proposta de Jesus para a solução deste problema? Diferente do que apregoam muitos aproveitadores, os ensinamentos de Jesus em nada servem para justificar as doutrinas marxistas/socialistas/comunistas. Ou seja, Jesus não propôs uma transformação na estrutura social visando a promoção da igualdade onde todos teriam a mesma condição financeira. A proposta de Jesus para todo(a) injustiçado(a) (seja o pobre pelo rico, a mulher pelo homem, a viúva pela casada, o negro pelo branco, o doente pelo são, o ignorante/analfabeto pelo culto/estudado, etc) é a mudança de prioridade, é ignorar as coisas deste mundo em detrimento às coisas do Reino dos Céus. Jesus não propôs movimento social visando mudança de governo, mudança de partido, mudança de ideologia política. Jesus propôs mudança, renovação do entendimento (Rm 12.2), transformação completa de toda estrutura intelectual a partir do conhecimento da Palavra, dos Princípios, do Plano de Deus para nossas vidas.

5. O dinheiro não é um mal em si. O amor ao dinheiro, sim, conforme escreveu Paulo à I Timóteo 6.10: "O amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males".

6. Os benefícios do dinheiro: Segurança, comodidade, bem estar, sensação de prazer. Afinal o dinheiro garante moradia, carro, servos/empregados, médico/hospital, advogado/ juiz, privilégios do poder público, "amigos"/relações sociais, lazer, condições de passear, viajar, boa educação para os filhos.

Tudo isso é lícito e convém (referência à I Co 6.12).


7. Problemas do amor ao dinheiro: sensação de independência de Deus, acreditar que tudo que tem é por mérito próprio sem se dar conta de que Deus é quem determina e permite que cada um tenha o que tem (isso vale para os que crêem em Deus e os que não crêem).

. Jó, talvez, seja o melhor exemplo de desapego ao dinheiro. Tão rico a ponto de ser reconhecido "o maior que todos do Oriente" (Jó 1.3), perdeu tudo (fazendas, bois, jumentas, ovelhas, camelos e servos) e, no entanto, reagiu assim: "Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou. Bendito seja o nome do Senhor!" (Jó 1.21).

  .Salomão que foi o rei mais rico de seu tempo, que saciou todos os seus desejos possíveis de serem comprados (Ec 2.4-10), reconheceu que "se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (Sl 127.1-2).

 .Através de Jeremias, o próprio Deus exorta: "Não se glorie o sábio na sua sabedoria nem se glorie o forte na sua força! Não se glorie o rico nas suas riquezas! Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: Em me entender e me conhecer, que Eu Sou o Senhor que faço beneficência, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas me agrado" (Jr 9.23-24).


7a. Tendência de se acomodar com os prazeres desta Terra experimentados pela carne, ignorando que nossa prioridade deve ser com o destino da nossa alma que é eterna e um dia entrará em outra dimensão (céu ou inferno) para permanecer eternamente. Ao alimentar a carne, satisfazer as faculdades mentais com os bens, as comodidades, os privilégios deste mundo comprados pelo dinheiro, a tendência é a mente e o coração desenvolver a idéia de que o paraíso é aqui na Terra.

7b. Tendência de se fechar para a atuação do Espírito Santo por praticar apenas obras da carne como prostituição, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios e coisas semelhantes (conferir Gl 5.19-21) com o objetivo de manter o que tem ou conquistar mais dinheiro e bens.


7c. O ser humano é, naturalmente, vaidoso, orgulhoso e competitivo. Como tratamos na lição passada, é inerente à natureza decaída do homem a constante comparação com o outro. Nesse exercício de vaidade, cada um busca se reconhecer como superior, melhor que o outro. E, nessa disputa, nada mais útil e eficiente que o dinheiro para alimentar seu ego. Pequenices, mesquinharias, "limitações", como definido no título da última lição, que são abandonadas por todos aqueles que nascem de novo.

8. A teologia da prosperidade. Como já destacamos, Deus tem recompensa certa para os que abandonam seus bens materiais, sua riqueza para dedicar sua vida às coisas do Reino dos Céus mas não tem o voto de pobreza como exigência para a Salvação. Como, também, já destacamos, ter dinheiro e usufruir do que ele pode pagar é lícito e convém, desde que sua conquista e sua posse não sejam meios para obras da carne (conforme listadas por Paulo em Gálatas 5.19-21). E estamos convencidos de que não convém ser excessivamente apegado ao dinheiro e suas benesses a ponto de ignorar a necessidade de intimidade com Deus, a necessidade de reconhecimento de soberania e controle de Deus sobre, inclusive, nossas posses; a ponto de ignorar que nossa prioridade deve ser o destino de nossa alma (céu ou inferno).

 No entanto, nem tudo é tão claro, tão evidente. Por isso, algumas teorias, algumas filosofias, algumas heresias ganham tanto espaço, tantas mentes e corações cristãos. Entre elas, a chamada teologia da prosperidade e seus adeptos que, em meio a tantas sutilezas, incorrem num erro fundamental: acreditar e propagar que prosperidade financeira é prova principal da fidelidade de Deus para os que O buscam.

A lição tópico por tópico:

INTRODUÇÃO - Os pontos que destacamos até agora podem ser administrados em qualquer tópico da lição, em qualquer momento da aula, inclusive serem utilizados como introdução da aula. Mas do texto de introdução da lição, considero relevante citar a maneira como os primeiros cristãos lidavam com o dinheiro, com seus bens. Relatado em Atos 1.42-47 e Atos 4.32.37, eles continuam sendo o melhor exemplo de convivência entre cristãos, do que é ser imitador de Cristo, especificamente, neste aspecto; no aspecto do tema da lição: no trato, na forma como lidar com o dinheiro.


I. O DINHEIRO, BENS E POSSES NAS PERSPECTIVAS SECULAR E CRISTÃ

1. Perspectiva Secular - Essa perspectiva secular definida no texto pode ser justificada da seguinte maneira: Ao longo da história a humanidade foi passando por diversas transformações da forma de pensar o mundo e as coisas relacionadas à este mundo. (Claro que aqui falamos de maneira generalizada, porque é assim que deve ser. As especificações, as exceções, quando necessárias, são feitas ou citadas no decorrer da aula, das discussões). Cada época, cada civilização, cada povo, sofreu sua influência, mas pelos resultados que podem ser constatados hoje todas convergindo para o mesmo fim: a substituição de visões, olhares, perspectivas teológicas e metafísicas por visões, olhares, perspectivas extremamente científica, lógica, positivista. Assim, as relações do homem com o sobrenatural, e, especialmente, com Deus deixa, se não de existir, pelo menos, de ser valorizado e considerado nas principais formas de expressão cultural. Assim, tudo passa a ter uma conotação materialista e um objetivo: aproveitar o máximo desta vida sem esperar pelo que pode ser depois da morte e, claro, sem considerar a possibilidade da volta de Cristo. Afinal, cientificamente, só é possível provar que existe esta vida, este mundo. Tudo isso somado à natureza pecaminosa do ser humano caracterizada, também, pela vaidade, pela ganância, pela avareza e pela injustiça e, somado ainda ao, sistema econômico predominante no mundo - o Capitalismo - resume o que é a perspectiva secular do dinheiro, dos bens e posses.

2. Perspectiva Cristã - Neste tópico devemos cuidar para que não cause confusão na cabeça dos alunos a frase, "Nos ensinos de Cristo não há dualismo entre matéria e espírito!". O que o escritor quis dizer, com base nas referências bíblicas que citou, é que o nosso corpo e tudo que é físico, material são meios para expressarmos nossa personalidade, nossas emoções, nosso caráter, nossa fé. Mas, claro, essa frase não significa que os interesses do Reino dos Céus não são prioridades em detrimento dos desejos e obras da carne e qualquer objeto material, inclusive o dinheiro. Mas assim como o corpo e qualquer outro objeto físico, o dinheiro é apenas um meio a ser utilizado para beneficiar a obra de Deus.

II. DINHEIRO, BENS E POSSES NO JUDAÍSMO DO TEMPO DE JESUS
1. Ricos e pobres - O autor do texto da lição assume a responsabilidade de limitar a definição da sociedade judaica a uma perspectiva marxista: pobres x ricos. Jesus não tinha essa visão limitada. Um homem pobre não era só um homem pobre (como já destacamos, ninguém foi ou será salvo por ser pobre). Jesus considera toda a complexidade do ser humano; sua condição financeira era (é) só mais uma condição. Mas todos os sentimentos, emoções, sonhos, limitações, potencial eram considerados por Jesus em toda circunstância. Mas, claro, ser pobre sempre foi uma dificuldade a mais para a realização de sonhos, para a obtenção de alguns prazeres, para a satisfação, inclusive, de necessidades básicas como moradia e segurança (física e emocional) pessoal e familiar.

2. Generosidade e prosperidade - Como já deixamos claro, a posse de bens materiais não é, mesmo, um mal em si. E para um judeu, reconhecer a prosperidade financeira de um judeu como um favor de Deus é um acerto. Aqui devemos considerar a possibilidade de alguém entender que toda prosperidade financeira é benção de Deus. Pode até acontecer por permissão de Deus mas, obviamente, nem toda prosperidade financeira é um favor de Deus. Quanto à idéia de relação direta entre generosidade e prosperidade, dar e receber, plantar e colher, não vamos, claro, negar ênfase à Justiça de Deus. Mas o exemplo da oferta da viúva pobre (Lc 21.1-4) é, no mínimo, um convite à prudência na hora de concluir o porquê de alguns prosperarem e outros não. Aquela viúva não foi citada como exemplo de alguém que deu tudo o que tinha de oferta com a intenção de receber uma grande benção financeira, quem sabe a mudança definitiva de seu status, como se vê em muitas igrejas hoje em dia. Aquela viúva foi citada como exemplo de alguém que é capaz de dar tudo o que tem visando resultados para o Reino dos Céus. Portanto, ajudar os outros é, sim, atitude de cristão como muito bem compreendemos com a leitura de Tiago 2.14-26. Mas nosso alvo deve ser a prosperidade espiritual e o nosso galardão no céu.

III. DINHEIRO, BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS
1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza. O que tratamos no item anterior pode muito bem estendido pra este item. E aqui vale destacar o risco da avareza (apego excessivo à bens materiais; medo de perder; tornar prioridade). Com Paulo, aprendemos que a avareza é uma modalidade de idolatria (Cl 3.5) e que avarento "não tem herança no Reino de Cristo e de Deus" (Ef 5.5).

Neste item podemos utilizar "os problemas do amor do dinheiro" que listamos no início do subsídio.

2. Jesus ensinou a confiança em Deus. Na lição passada tratamos de algumas limitações dos discípulos. Entre elas, a incredulidade. Aproveitemos o retorno a este assunto da melhor maneira possível. Afinal, em todos nós cristãos, de todos os tempos, nossa fé está sempre sendo provada. Seja num momento de revolta do mar (Mt 8.23-27) ou na manifestação de um endemoninhado (Mt 17.14-20), como nos exemplos citados na lição anterior, seja nos momentos de dificuldade financeira (Lc 12.22-34).
 Quanto aos exemplos de desestimulação à aquisição ou manutenção de bens materiais, recordemos do que tratamos logo no início: "Jesus nunca exigiu e não exige voto de pobreza", mas, claro, provoca a fé e a capacidade de compreensão da importância de se ocupar com os interesses do Reino do Céu e, assim, com o destino de sua própria alma (céu ou inferno).
 Quanto à confiança nas riquezas, podemos voltar à citação de Jeremias 9.23-24 e enriquecermos com a leitura de Mateus 6.19-21: "Não acumuleis para vós tesouros sobre a Terra onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam. Mas ajuntai para vós tesouros no céu..."

IV. DINHEIRO, BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ
1. Avaliando a intenção do coração. A leitura de Lucas 11.37-54 é suficiente para total compreensão deste item.

2. Entesourando no céu. A Parábola do Mordomo Infiel, encontrada apenas no Evangelho de Lucas, é uma das passagens bíblicas mais controversas. Portanto, cuide-se de que tenha compreendido o propósito de Jesus com este exemplo e se prepare para possíveis perguntas sobre a parábola.

Eu sei e reconheço que o objetivo do subsídio é servir de apoio; portanto, de acordo com um possível e provável ponto de vista eu cumpriria este objetivo se contribuísse com a melhor compreensão desta parábola. Mas vou tentar ser útil de outra maneira: deixando a leitura e compreensão da parábola para cada professor(a). E, claro, me colocando à disposição para tirar qualquer dúvida.

CONCLUSÃO - Como de costume, deixo a conclusão sob responsabilidade de cada professor(a). Afinal, cada um faz sua leitura do conteúdo da revista e do subsídio.


Depto.Escola Bíblica Dominical
Daniel Reiner
Edna Oliveira






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