"PODER SOBRE AS DOENÇAS E MORTE"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
SUBSÍDIO LIÇÃO 7
TEMA: "PODER SOBRE AS DOENÇAS E MORTE"

Queridos professores, o subsídio desta semana tem uma estrutura diferente. Não tratei tópico por tópico acompanhando a mesma sequência da revista. Lembrando sempre que a proposta do subsídio é...literalmente, subsidiar, servir de apoio para a preparação da aula que deve ser feita por cada professor(a), de acordo com sua estrutura, sua linguagem e o conhecimento dos seus alunos/suas alunas. E desta vez não podemos deixar de reconhecer que o texto da lição, acrescido dos subsídios da revista do professor está muito bom. Espero contribuir mais uma vez!
INTRODUÇÃO 
 RELEVÂNCIA DO ASSUNTO
Chegamos à 7º lição do trimestre! Esta é mais uma oportunidade de aprendermos um pouco mais e melhor sobre o personagem mais importante e fascinante da história. Lembrando mais uma vez que, falando de Jesus tendo como base o Evangelho de Lucas (como é o caso desta nossa revista), enfatizamos a natureza humana dEle, falando, especialmente, sobre o JESUS HOMEM. Aliás, sobre JESUS, O HOMEM PERFEITO. E nunca é demais lembrarmos que Ele nasceu como homem, viveu como homem, sofreu como homem e, mesmo sem pecado, morreu como homem para, assim, cumprir o PLANO PERFEITO DE DEUS PARA REDENÇÃO DA HUMANIDADE. Um Plano que consistiu, fundamentalmente, em ser Exemplo e vencer a morte. A proposta deste trimestre é com o Exemplo e, portanto, estamos tratando de alguns dos diversos aspectos relevantes relacionados à vida e ministério de Jesus.
E assim como seu nascimento (2º lição), sua infância (3º lição), sua resistência às tentações (4º lição), sua chamada para o discipulado (5º lição) e sua relação com as mulheres (6º lição), seu poder sobre as doenças e sobre a morte é um dos aspectos relevantes de sua vida e ministério que mereceram ser tratados nesta revista.
De acordo com sua missão, Jesus conquistou a vitória definitiva sobre a morte com sua ressurreição. Isso porque Ele foi o único que experimentou a morte sem merecê-la: o único que morreu sem ter pecado. Mas o poder de ressuscitar e de curar doenças (causas de morte e debilidades do corpo) Ele já havia recebido do Pai e já tinha permissão para transmiti-lo a quem quisesse.
Como assim? Por que Ele já ressuscitava e tinha autoridade para transmitir esse poder para outras pessoas, se afirmamos que a vitória definitiva sobre a morte só foi alcançada com sua ressurreição? Simples: a ressurreição de Jesus foi nossa vitória. Não, a vitória dEle, não a vitória de Deus sobre a morte; mas a nossa. Ele venceu a morte por nós. Ele foi o cordeiro sem mácula, o sacrifício de Deus por nós.
MAS, AFINAL, O QUE SÃO E QUAIS AS CAUSAS DAS DOENÇAS E DA MORTE?
As doenças e a morte são, fundamentalmente, a deterioração do nosso corpo. Cada doença com seu nível de gravidade e a morte a incapacidade definitiva do corpo se manter vivo. Ambas são consequências do chamado pecado original (Gn 2.17, Gn 3.6).
Se não pecássemos, não morreríamos, viveríamos eternamente no paraíso e, assim, além de não morrermos, não ficaríamos doentes fisicamente, emocionalmente ou espiritualmente. Afinal, fomos feitos à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26) mas como pecadores fomos todos destituídos da glória de Deus. E esta destituição, esse distanciamento de Deus nos mantém doentes, imperfeitos e certos da morte.
AS DOENÇAS TÊM, NECESSARIAMENTE, RELAÇÃO COM O PECADO?
Sim! Após concluirmos sobre as causas da doença, não é possível negar isso: há, sim, relação direta entre pecado e doenças. No entanto, isso não é motivo, não é razão, não é suficiente, não deve servir como base para afirmarmos que toda doença é causada por um pecado específico. O diálogo entre Jesus e seus discípulos no caso da cura do cego de nascença é a melhor referência bíblica para compreendermos isso. Ver João 9.1-5. Ou seja, as doenças atingem nossos corpos (corruptíveis) por causa da nossa condição de pecador. Condição herdada por todos nós desde os primeiros descendentes de Adão e Eva, independentemente de qualquer pecado que cometamos.
A noção de relação direta entre pecado e doença se justificava na Lei de Moisés e alguns eventos históricos. Os capítulos 13 e 14 de Levítico relatam as leis acerca do leproso e da lepra, considerados imundo e imundícia. Em Levítico 14.54, fica claro que o objetivo desta Lei era "ensinar quando alguma coisa será imunda e quando será limpa". "Esta coisa" podia ser o corpo ou as vestes e casas. Lepra se referia a todas essas coisas.
Miriã, por exemplo, ficou leprosa por ter se levantado contra seu irmão, Moisés (Nm 12).
Registrado em Deuteronômio 24.8, Moisés deixa claro que a lepra está diretamente relacionada à desobediência.

POR QUE JESUS CURAVA E RESSUSCITAVA?
No tópico "II - RAZÕES PARA CURAR", o autor da revista destaca a compaixão de Jesus e sua condição de Messias profetizada por Isaias como razões, justificativas para Ele curar e ressuscitar.
Ok! É claro que Jesus se compadecia das pessoas; entendia o sofrimento dos doentes e enlutados. É claro que Jesus cumpriria as profecias de Isaias, Daniel, Jeremias e todos os outros. E esta compaixão e compromisso com a Palavra de Deus foram, mesmo, razões para Ele operar estes milagres. Mas vamos a alguns outros:

1º - Tinha (tem) autoridade e poder
Um motivo óbvio mas de consideração necessária. Vamos à algumas referências bíblicas que deixa isso bem evidenciado:
Daniel e a visão dos 4 animais - o prenúncio do Reino de Deus: "E foi lhe dado o domínio, a honra e o reino para que todos os povos, nações e línguas o servissem. O seu domínio é um domínio eterno que não passará e o seu reino tal que não será destruído". (Dn 7.14)
"Todas as coisas me foram entregues por meu Pai..." (Mt 11.27, Lc 10.22)
"O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me para curar os quebrantados de coração, para pregar a liberdade aos cativos, conceder restauração da vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos e anunciar o ano aceitável do Senhor" (Lc 4.18-19).
"a virtude do Senhor estava com Ele para curar". (Lc 5.17)
Jesus orando na 3º pessoas: "Assim como lhe deste poder sobre toda a carne..." (Jo 17.2)
"É me dado todo o poder no céu e na Terra. (Mt 28.18)
No tópico "III - AUTORIDADE PARA CURAR", subitem "1.Autoridade recebida", o autor dá ênfase a uma das bases do Evangelho de Lucas e,portanto, das nossas aulas neste trimestre: a dependência que JESUS, O HOMEM PERFEITO tinha do Espírito Santo. Como homem (foco do Ev. de Lucas), Ele era e se admitia dependente do Espírito Santo. Um dos episódios que mais evidenciam isso foi estudado por nós na lição 3, quando Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado.
2º) Os judeus exigiam sinais, provas.
O culto, viajado, conhecedor de culturas diversas apóstolo Paulo, definiu muito bem a diferença entre judeus e os influentes gregos: "Porque os judeus pedem sinal e os gregos buscam sabedoria" (I Co 1.22).
Essa exigência dos judeus é relatada na Bíblia em Mt 12.38, Mt 16.1, Mc 8.11, Lc 11.16, Jo 4.48. Essa postura era justificada pela história de fatos marcantes (todos os grandes homens judeus tiveram uma vida, um ministério marcado por grandes acontecimentos) e profecias a serem cumpridas e comprovada (além dos fatos, os judeus também viviam de expectativas geradas pelas profecias, especialmente, as que diziam respeito à chegada do Messias).
Curiosidade: Maomé não conseguiu provar - Você sabia que a principal razão para existirem tantos mulçumanos radicais, a principal razão para o ataque às torres gêmeas do World Trade Center, a principal razão para a vida de Osama Bin Laden, a principal razão para os ataques aos estúdios da revista francesa "Charlie Hebdo", a principal razão para a existência dos grupos terroristas que matam cristãos e judeus no Oriente Médio foi a incapacidade de Maomé de provar para os judeus que era um profeta de Deus (Alá).
Na primeira década do século VII, Maomé apresentou-se em Meca (Arábia Saudita) como profeta de Alá (referência ao Deus dos judeus) que teria recebido revelações do anjo Gabriel após alguns meses e orações numa caverna. Naquele tempo, os judeus viviam muito bem em Meca; eram comerciantes bem sucedidos e muito influentes na cidade. Maomé precisava, queria e buscou a aceitação dos judeus para suas revelações. Os judeus lhe deram atenção, ouviram as supostas revelações (que lhes eram favoráveis) mas, como de costume, exigiram dele sinais, provas de que Deus, realmente, o tinha escolhido. Maomé não conseguiu dar nenhum sinal, nenhuma prova, nenhum milagre; nada. Passou a ser desdenhado, ridicularizado pelos judeus. Maomé, então, se afastou da cidade por um tempo e depois voltou com um discurso, uma mensagem muito diferente, voltada contra os judeus. A partir dali, a mensagem e o comportamento de Maomé passou a ser outro; agora totalmente avesso aos judeus, a ponto de afirmar que Alá o mandou matar judeus (além dos outros "idólatras" por serem blasfemadores, por não receberem o "último profeta" enviado por Ele para tentar convencê-los de seus erros. Aos poucos, Maomé foi conquistando seguidores e hoje a religião inventada por ele tem, aproximadamente, 1,5 bilhão de adeptos. A falta de provas exigida pelos judeus: esta é base, a causa, a origem do radicalismo mulçumano.
3º) Jesus anunciava e implementava o Reino dos Céus / Reino de Deus.
Tratado no tópico "IV - REDENÇÃO DO NOSSO CORPO". Vamos a algumas outras considerações. A autoridade e soberania eterna de Deus sempre foi reconhecida. Vejamos alguns exemplos: pelo rei Ezequias (II Rs 19.15, Is 37.16), o rei Davi (I Cr 29.11, Sl 45.6), o rei Josafá (II Cr 20.6), pelo rei babilônico, Nabucodonor (Dn 4.34), pelo rei medo, Dario (Dn 6.26), o rei persa, Ciro (II Cr 36.23, Ed 1.2)
No entanto é com Jesus que este Reino é estabelecido definitivamente na Terra, conforme profetizara Daniel: na interpretação do sonho da estátua (Dn 2.44), na advertência ao rei Nabucodonosor (Dn 4.25-26) e na interpretação do sonho dos 4 animais (Dn 7.27).
Segundo o Evangelho de Mateus, a mensagem base dos ministério de João Batista (Mt 3.2) e do próprio Jesus (Mt 4.17) era, "arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus". A partir disso, em tudo, todas suas mensagens, parábolas, atitudes, Jesus chamou as pessoas ao arrependimento visando a redenção, a salvação eterna, o Reino dos Céus/ Reino de Deus: Mt 5.3,10,19,20; Mt 6.10,33 Mt 7.21, Mt 8.11, Mt 11.11-12, Mt 12.28, Mt 13.11, 24, 31, 33, 44,45, 47, 52, Mt 16.19, Mt 18.1, 3,4,23, Mt 19.12,14, 23,24 Mt 20.1, Mt 21.31, 43, Mt 22.2, Mt 23.13, Mt 25.1, Mc 1,15, Mc 4.11, 26,30, Mc 9.1, 47, Mc 10.15, 23, Mc 12.34, Mc 14.25, Mc 15,43, Lc 4.43, Lc 6.20, Lc 7.28, Lc 8.1,10, Lc 9.2,11,27,60,62, Lc 10.9,11, Lc 11.20, Lc 12.31, Lc 13.18, 20,28, 29, Lc 14.15, Lc 16.16, Lc 17.20,21, Lc 18.16,17,24,25,29, Lc 19.11, Lc 21,31, Lc 22.16, 18, Lc 23.51, Jo 3.3,5.
Este Reino já está estabelecido na Terra a partir de Jesus. Fazem parte deste Reino os que crêem nEle e, portanto, são transformados por Ele e praticam seus ensinamentos. (Jo 14.15,23; Jo 15.14). No entanto, até a volta de Jesus, vivemos no que se convencionou chamar de Reino presente, um Reino em que ainda não é possível alcançamos a condição de perfeição; ainda não é possível termos um corpo incorruptível e imortal.  (Condição esta que só será alcançada quando formos arrebatados e tivermos nossos corpos transformados (I Co 15.51-54, Fl 3.21) e nunca mais atingidos por doenças ou morte.
No entanto, enquanto anunciava este Reino, Jesus deu algumas mostras, permitiu que alguns experimentassem e outros vissem, com curas e ressuscitamentos, o que esperam aqueles que crêem nEle e vivem e acordo com os Seus princípios.
O PERDÃO É TERAPÊUTICO?
O autor da revista impõe como um dos objetivos da lição, conscientizarmos os alunos de que o perdão é terapêutico. Podemos falar um pouco das conhecidas doenças psicossomáticas ou somatizadas, tratadas na psicologia como as doenças que têm causa, origem emocional.  Infertilidade, taquicardias, alergias, vitiligo, diabetes e diversos tipos de câncer são tratadas como doenças causadas por algum desequilíbrio emocional que se refletem no corpo.
A raiva, o ódio, o rancor, o desejo de vingança são sentimentos conhecidos por provocar desequilíbrios emocionais como a depressão (em seus diversos níveis) que culminam em doenças no corpo. Em casos como este, em que, normalmente, esses sentimentos são motivados por algum mal sofrido por outra pessoas (traição do cônjuge, estupro, traição de amigo, familiar, mentira, calúnia, injúria, difamação, etc, etc), é preciso aprender a lidar, a superar com esses traumas para o bem da própria saúde. De acordo com os critérios da ciência da psicologia, êxitos são alcançados neste processo (de assimilação e/ou superação) quando os mecanismo de defesa do cérebro (racionalização, sublimação, projeção, anulação, entre outros) são ativados e bem treinados.
Como cristãos, nós sabemos que a inimizade, a porfia (confronto verbal), a emulação, a inveja, a ira, as dissensões, o homicídio são obras da carne em desacordo com o Espírito Santo (Gl 5.19-21), que a vingança pertence a Deus (Sl 94.1), que o desejo de vingança é uma tendência da carne que nós devemos dominar (Gn 4.7) e que o perdão ao próximo é condição fundamental para sermos perdoados por Deus (Mt 6.14-15). Ou seja, mais do que um efeito terapêutico, muito além de promover curas emocionais e físicas, o perdão promove cura espiritual e é condição fundamental para a Salvação. Se é assim na relação entre os humanos, maior ainda é o efeito do perdão dos nossos pecados por Jesus.

QUANTAS CURAS E RESSURREIÇÕES FORAM REALIZADAS POR JESUS?
João encerra seu livro com esta observação: "Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem" (Jo 21.25). Portanto, não temos condições de responder com exatidão à quantas ressurreições e curas Jesus realizou. Assim, a pergunta correta deve ser, "quantas ressurreições e curas realizadas por Jesus foram registradas nos Evangelhos?
Lista de ressurreições (3)
- Filho da viúva de Naim (Lc 7.11-17)
_a filha de Jairo (Mt 9.18-26, Mc 5.21-43, Lc 8.40-56)
_Lázaro (Jo 11.1-44)

Lista de curas (18)
_o leproso (Mt 8.1-4, Mc 1.40-45, Lc 5.12-16)
_o servo do centurião (Mt 8.5-13, Lc 7.1-10)
_o filho do Oficial (Jo 4.46-54)
_a sogra de Pedro (Mt 8.14-17, Mc 1.29-34, Lc 4.38-41)
_o paralítico de Cafarnaum (Mt 9.1-8, Mc 2.1-12, Lc 5.17-26)
_a mulher do fluxo de sangue (Mt 9.20-22, Mc 5.24-34, Lc 8.43-48)
_dois cegos da Galileia (Mt 9.27-31)
_o paralítico em Beteesda (Jo 5.1-18)
_o homem da mão mirrada (Mt 12.9-13, Mc 3.1-6, Lc 6.6-11)
_a mulher encurvada (Lc 13.10-17)
_ surdo-mudo em Decapolis (Mc 7.31-37)
_cego em Betsaida (Mc 8.22-26)
_o homem com hidropisia (corpo inchado por acumulação de líquido - Lc 14.1-6)
_os 10 leprosos (Lc 17.11-19)
_o cego de nascença "quem pecou, este ou seus pais...?" (Jo 9.12)
_o cego (perto) de Jericó (Mt 20.29-34, Mc 10.46-52, Lc 18.35-43)
_ a orelha do servo (Lc 22.49-51)
_várias curas em Genesaré (Mt 14.34-36, Mc 6.53-56)


CONCLUSÃO
Continuo acreditando que o ideal é deixar as conclusões para cada professor(a) e suas classes!
Boa aula a todos!

Superintendência Escola Dominical
Daniel Reiner
Edna Oliveira


APENAS OBEDEÇA A DEUS - VAI DAR CERTO NO FINAL



Neste Testemunho você vai aprender que obedecer a Deus é a melhor opção , sem duvida a melhor escolha , então APENAS OBEDEÇA A DEUS - VAI DAR CERTO NO FINAL    BlogMudeSuaVida.Blogspot.com